BETS

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Pensar em tirar a própria vida – e, por vezes, tentar – é de duas a três vezes mais comum entre as pessoas que desenvolveram uma relação problemática com jogo do que entre o restante da população.

Segundo pesquisadores da Noruega e Reino Unido, um em cada três apostadores pensa ao menos uma vez em se matar, e um em cada oito realiza uma tentativa. Os dados foram publicados em janeiro de 2024 na Psychological Bulletin e divulgados pela Pesquisa FAPESP, revista financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, em agosto de 2024.

O vício em apostas é reconhecido como doença pela OMS, sendo um problema de saúde pública comprovado pelo aumento da procura no SUS.

Dentro dessa ótica, é surpreendente que não tenhamos ainda uma legislação que coíba a difusão das Bets, que dominaram totalmente a publicidade durante a Copa do Mundo de 2026.

Nesse contexto, psiquiatras e psicólogos são peças fundamentais no xadrez desse tipo de doença, assim como iniciativas como a do GSV, que funcionam como uma rede de apoio para os que se desesperam com os terríveis resultados do endividamento oriundo do vício.

A postura acolhedora, sem quaisquer resquícios de críticas, julgamentos ou conselhos, pode ajudar – e muito – para que seja encaminhada a solução do problema.

Nossos voluntários estão à disposição através do gsvchat.org.

Arthur A. Mondin